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Alergias atingem cerca de 30% da população brasileira

  • 22 de nov. de 2017
  • 5 min de leitura

(Foto: Saúde Dicas)

Falta aproximadamente um mês para o verão, que começa dia 21 de dezembro. Com a entrada de uma nova estação, chegam também muitos problemas para grande parte da população brasileira, os alérgicos.

A alergia é uma reação do sistema imunológico a substâncias externas. O tipo mais famoso, a respiratória, ocorre quando os temidos espirros atacam e o nariz fica congestionado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população brasileira sofre de algum tipo de alergia. As mudanças climáticas afetam, e muito, os alérgicos.

Quando a alergia ataca?

Mudanças bruscas de temperatura são um agravante para as crises alérgicas. De acordo com a médica alergista e imunologista Fátima Bittencourt, a alergia respiratória é um fator genético. Logo, pessoas geneticamente determinadas a alguns tipos da doença, como rinite alérgica e asma brônquica, já têm um processo crônico de inflamação nas vias respiratórias. Com as mudanças de temperatura, as mucosas dessas pessoas ficam ainda mais irritadas, o que desencadeia crises agudas de alergia.

No entanto, diferentemente do que muita gente pensa, não existe "alergia a mudança de temperatura". O que acontece é que, quando há alterações climáticas bruscas, o corpo sofre uma alteração com relação aos fatores ambientais. Além disso, no outono e no inverno, que são as piores épocas para os alérgicos, as pessoas ficam mais tempo em locais fechados, o que pode piorar as doenças respiratórias.

"O inverno favorece o aparecimento de viroses respiratórias, como resfriados e gripes, pela maior exposição do paciente a ambientes fechados. Além disso, há uma proliferação maior de mofos, causados pelos fungos, piorando as crises respiratórias"

Fática Bittencourt, médica alergista e imunologista

Além do aumento dos mofos, Fátima aponta ainda para o crescimento da população de ácaros no inverno, fator que também é propício para os ataques alérgicos.

As famosas doenças do "ite"

Quem nunca ouviu falar em sinusite ou rinite? E, provavelmente, você tem algum parente ou amigo que vive se queixando de uma dessas doenças - ou das duas juntas. Afinal, elas estão bem ligadas e costumam ser associadas como se fossem um problema só.

As "ites" atacam mais comumente no inverno. São elas: sinusite, rinite, amigdalite, laringite, bronquite e meningite. Haja saúde para aguentar tantas delas! As que mais agridem a população são a sinusite e a rinite - e ambas podem ser alérgicas.

A sinusite é uma inflamação dos seios da face, que é detectada no paciente através do exame de raio-X. Essa inflamação é causada por uma alergia a algum agente externo, como por exemplo os ácaros. Quando os alérgicos entram em contato com este agente, começa a ocorrer a produção de secreções que se acumulam nos seios da face. Os sintomas mais comuns da sinusite são fortes dores de cabeça, congestão nasal, espirros, coriza, dores nos ossos da face, entre outros.

A sinusite pode ser curada pelo uso de antialérgicos, mas é importante que o paciente fique distante dos agentes que causaram a alergia.

O soro fisiológico pode ajudar muito no alívio dos sintomas, sendo um grande aliado do paciente alérgico.

(Foto: Biosom)

A rinite alérgica é outra grande vilã dos alérgicos, principalmente em épocas frias. A doença é uma reação imunológica do corpo a partículas consideradas "estranhas" pelo organismo. Os sintomas são muito parecidos aos da sinusite, e o alérgico pode apresentar coriza, espirros frequentes, obstrução nasal e coceira no nariz.

O estudante de medicina Lucas Mizrahy sofre de rinite alérgica desde pequeno. Quando o tempo muda, ele já sabe que a alergia vai atacar. Ele já tentou fazer diversos tipos de tratamento, mas nenhum foi 100% eficaz. "Eu já fiz homeopatia, faço uso constante de spay nasal, mas nada resolve meu problema. Eu tenho sempre que andar com meu antialérgico para me prevenir", conta.

Os vários tipos de alergia

Apesar da alergia respiratória ser a mais "famosa" e frequente, existem diversos tipos de alergia.

Alguns alimentos, por exemplo, podem desencadear reações ligadas ao sistema imunológico. Esta alergia pode começar na infância ou se desenvolver já na fase adulta. Os alimentos que mais causam reações são frutos do mar, amendoim e frutas secas. O alérgico que ingere estes alimentos começa a ter coceira e inchaço na boca, diarreia, vômitos e, em casos mais graves, pode ocorrer o edema de glote, ou seja, a garganta fecha e a pessoa sente dificuldade em respirar. Neste caso, ela deve ser levada imediatamente para o hospital.

(Foto: MD.SAÚDE)

Alergias cutâneas também podem ocorrer quando há contato com alguns tipos de tecidos, bijuterias, produtos químicos ou de beleza, como cremes e perfumes. A dermatite, por exemplo, é causada pelo contato com essas substâncias, que atuam na pele como irritantes locais ou sensibilizantes. Os sintomas são coceira, vermelhidão na pele, descamação e ardência.

Outra alergia bastante comum é aquela causada por pelos de animais, mas atenção! Não existe alergia ao pelo de animal em si, mas sim, ao aumento de ácaros presentes no ambiente causado pela presença do animal. Há também alergia a alguns medicamentos, quando o organismo tem uma reação adversa, causando vômitos e anafilaxia (dificuldade respiratória). Alergia a insetos também podem ocorrer com a picada destes, sendo mais comum em crianças de até 10 anos, causando vermelhidão na pele, coceira e inchaço.

Existe tratamento?

Sim. Apesar de ser um problema sério de saúde, a alergista e imunologista Fátima Bittencourt afirma que a alergia pode ser tratada. "Existe um tratamento chamado imunoterapia subcutânea, no qual ocorre uma dessensibilização ao que o paciente tem alergia, como, por exemplo, poeira e ácaros."

No entanto, para os alérgicos, como o Lucas, que não tiveram sucesso no tratamento, Fátima explica que a prevenção pode diminuir os ataques. Evitar objetos que acumulam poeira, ácaros e fungos e manter o ambiente sempre arejado são algumas medidas preventivas. E não é só isso. Ela garante que uma alimentação balanceada, a ingestão de bastante líquido e a prática de atividades físicas também podem contribuir na prevenção.

Alergia X resfriado ou gripe

Você sabe a verdadeira diferença entre alergia e resfriado ou gripe? A alergia é uma reação do sistema imunológico a substâncias externas. Já a gripe ou resfriado são causados por vírus ou bactérias.

É muito comum ouvirmos pessoas relatando estarem gripadas somente porque estão tendo crises de espirro, nariz entupido, olhos lacrimejando, entre outros.

Na verdade, a gripe é pior do que o resfriado. Gripe ou influenza é causada por um vírus, e seus sintomas mais comuns são dores de cabeça acompanhadas por febre alta, dores musculares, dor de cabeça, dor de garganta, coriza e tosse seca. A gripe pode durar até cinco dias, e se não cuidada corretamente, pode levar o paciente ao hospital. Em casos mais graves, a gripe desencadeia complicações graves e evolui para uma pneumonia, levando o paciente a uma internação hospitalar.

Já o resfriado, na maioria das vezes, não causa febre. Ele é causado por vírus diferentes dos da gripe e pode atingir, principalmente, as crianças. Os sintomas do resfriado são parecidos com os da gripe, mas costumam ser mais brandos e duram menos, entre dois e quatro dias. Tosse, dores no corpo, dor de garganta leve e congestão nasal são sinais de um resfriado.

Seja gripe ou resfriado, algumas medidas higiênicas são essenciais para se prevenir qualquer uma das doenças ou evitar que você as transmita para outras pessoas. São elas: lavar as mãos frequentemente, usar álcool gel 70%, proteger nariz e boca ao espirrar, evitar ambientes fechados, evitar locais com aglomerações de pessoas, além de ter um bom sono durante a noite.


 
 
 

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