top of page

Congresso de jornalismo reúne pesquisadores de todo Brasil

  • 13 de nov. de 2017
  • 5 min de leitura

Entre os dias 6 e 10 de novembro de 2017, a Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e a FIAM - FAAM, receberam o 15 º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), que teve como tema central a questão dos direitos humanos e a pesquisa em jornalismo como importantes áreas do conhecimento.

O evento contou com palestras, mesas temáticas e também apresentações de trabalhos nas modalidades JPJor, que engloba pesquisas realizadas no âmbito da graduação, e também as Redes, que receberam trabalhos de mestres, doutores e pós-doutores que têm suas pesquisas centradas no jornalismo.

Uma novidade do evento foi o colóquio Brasil - Índia, que possibilitou além de uma troca cultural, uma troca de conhecimento e de formas de se pensar o jornalismo nos dois países. Para isso, foram realizadas mesas de discussão e palestras que conseguissem promover essa integração de pesquisadores da área.

7 º JPJor O encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo é uma oportunidade de alunos de graduação conseguirem apresentar suas pesquisas para o universo acadêmico e também possibilitar uma troca de conteúdo e até mesmo integração de pesquisas, por meio de uma maior difusão de trabalhos acadêmicos desenvolvidos no âmbito da iniciação científica.

O coordenador da sétima edição do JP Jor, Marcelo Träsel, destacou a importância de se ter pesquisadores desde a graduação pensando em como o jornalismo pode ser cada vez mais bem trabalhado, tanto do ponto de vista dos formatos de se fazer jornalismo, como também na linguagem abordada, bem como o bom uso da tecnologia em prol do jornalismo de qualidade.

“O encontro de Jovens Pesquisadores se faz necessário devido à potencialidade desses estudantes serem os futuros pesquisadores referência em suas áreas, já que a todo momento o jornalismo está mudando. Além disso, esses meninos têm um grande poder de pensar as mídias de uma maneira geral no formato da Internet, bem como adaptar conteúdos, o que permite uma maior imersão em pesquisas desenvolvidas por seus orientadores.”

Gustavo Oliva é graduando na UNIFAE (Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino) de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, e desenvolve pesquisas acerca da conscientização da doação de medula óssea através da utilização dos filmes documentários. O estudante apresentou no 7 º JPJor um artigo intitulado “A narrativa audiovisual como recurso de conscientização para a doação de medula óssea”.

Sobre a oportunidade de estar em um congresso nacional na área de jornalismo, Gustavo se mostrou contente: “Essa foi a primeira vez que participei de um congresso. Fiquei extremamente feliz em ter sido selecionado pra poder levar um pouco da pesquisa em audiovisual ligada a um tema tão importante, e ainda pouco discutido, no dia a dia, que é a doação de medula óssea”.

O jovem pesquisador destacou ainda a troca de conhecimento entre alunos, professores e mesmo profissionais da área como auge dessa experiência.

“Durante o SBPJor, foi possível ter contato com grandes mestres do jornalismo. Eles nos informaram um pouco mais sobre a realidade acadêmica na área da pesquisa, diante de aspectos universitários e de mercado diversos”.

Gustavo Oliva, estudante de graduação na UNIFAE, São João da Boa Vista

Gustavo Oliva ressaltou ainda a oportunidade de apresentar a sua pesquisa em âmbito nacional: “O JPJor deu voz a nós, pesquisadores em formação, de conhecer pessoas de várias partes do país, trocar conhecimentos, experiências e muito aprendizado”.

SBPJor e Redes Em sua 15 ª edição, o encontro se configurou como um local de discussões teóricas e práticas que possibilitam uma maior unidade de pensamento acerca do fazer jornalístico, bem como produção de conteúdo base para outros pesquisadores da área.

Pedro Miranda, aluno do mestrado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCOM - UFJF), destacou a importância desse espaço para produção de conhecimento a ser compartilhado. “Ao longo de 15 anos, o encontro da SBPJor se consolidou e atualmente é um dos principais congressos da nossa área, principalmente, para os pesquisadores em jornalismo. As pesquisas apresentadas nas mesas das redes e nas mesas de tema livre são referência para outras pesquisas e se convertem em material a ser usado nas salas de aula dos cursos de graduação e pós-graduação da área de Comunicação.”

(Crédito: Ana Paula de Andrade/ Rede Telejor)

Pedro ressaltou ainda a importância de se voltar o olhar acadêmico para o jornalismo e toda a sua complexidade: “Hoje, os grandes congressos brasileiros de comunicação se propõem a pensar a área como um todo, seja no campo da publicidade e propaganda, nas relações públicas, na educomunicação, nas teorias e epistemologias aplicadas à comunicação, por exemplo. Portanto, é um privilégio ter um espaço que se dedica a refletir e a discutir questões da comunicação, mas com um olhar específico para o jornalismo.”

O aluno do mestrado na UFJF, Pedro Miranda, lembrou ainda que o fazer jornalístico, normalmente, não costuma ser pensado nas redações, principalmente devido ao pouco tempo disponível para se pensar o produto a ser desenvolvido. Por isso, as pesquisas possuem um caráter de fiscalizadoras da qualidade dessa rotina das empresas produtoras de conteúdo.

“Acredito que a prática profissional e o ritmo acelerado das nossas pesquisas não nos permitem muitos questionamentos diários, normalmente, nesses ambientes nos questionamos sobre aquilo que somos capazes de responder num tempo delimitado”.

E acrescenta: “Eu acredito que a dinâmica desse congresso opera diferente, muito em função de algo que merece destaque, as trocas e a integração. Ouvir os relatos de pesquisadores de todos os cantos país é muito precioso, porque cada lugar tem suas particularidades, seja no ensino, na pesquisa ou até mesmo na prática profissional”.

“O fato de estar em contato com pesquisadores que você lê como bibliografia para os estudos é outra coisa que gosto de destacar” Pedro Miranda, estudante de mestrado em comunicação pela UFJF, Juiz de Fora.

Sobre a Rede de Telejornalismo, Pedro Miranda elegeu a produção científica antenada na realidade do jornalismo brasileiro como fator mais importante no 15 º SBPJor. “O tema proposto nessa edição aos pesquisadores foi o ensino do telejornalismo. Ouvimos relatos de professores/pesquisadores que já atuam há muito tempo nas salas de aula falando sobre seus métodos e exercícios, trabalhos de pesquisadores do Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste brasileiro apresentando sua realidade (desde a falta de equipamento nas faculdades até a falta de interesse dos alunos pelo telejornalismo), ouvimos relatos de pesquisadores apaixonados pela área, assim como suas angustias.”

(Crédito: Vitor Belém/ Rede Telejor)

“São esses momentos que me fazem acreditar na educação superior pública e de qualidade no Brasil. Algo que parece ter sido abandonado pelas nossas lideranças políticas.” Pedro Miranda, estudante de mestrado em comunicação pela UFJF, Juiz de Fora

Divulgação Científica Além de apresentações de trabalhos, o SBPJor é também um local para divulgação científica e de interação com o mercado de trabalho. E para realização dessa troca, foram realizadas palestras que visam tratar a temática central dessa edição, que é "direitos humanos e pesquisa em jornalismo", como por exemplo a mesa de abertura que contou com assuntos como a relevância jornalística, que é o projeto de mestrado da pesquisadora Liliane Nascimento Feitosa, da Universidade Federal do Sergipe (UFS).

Além da relevância jornalística, foi trabalhada também a relação entre jornalismo e direitos humanos, assunto esmiuçado por Vitor Blotta, que é professor da ECA – USP e presidente da Associação Nacional de Direitos Humanos.

Pedro Miranda ressaltou ainda, a importância dessa divulgação dos trabalhos científicos e desse lugar de discussão e apresentação de pesquisas: “Esses espaços são muito importantes para a divulgação científica. Porque ninguém faz pesquisa para guardar numa gaveta. Ciência se faz quando há circulação de ideias e de saberes. No atual momento político e econômico, pelo qual estamos passando no país, com cortes nos investimentos em Ciência, esses eventos têm uma finalidade que é maior que a acadêmica, mas que também é política, porque mostram a resistência e a relevância da área.”

 
 
 

Comentários


Posts Destacados
Verifique em breve
Assim que novos posts forem publicados, você poderá vê-los aqui.
Posts Recentes
Procure por Tags
Siga
  • Google+ Long Shadow
  • Facebook Long Shadow
  • LinkedIn Long Shadow
  • Twitter Long Shadow

Entre em Contato

diarioancora@gmail.com

  • Google+ Long Shadow
  • Facebook Long Shadow

© 2023 por Sandro Esteves. Orgulhosamente criado com Wix.com

Seus detalhes foram enviados com sucesso!

bottom of page