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Conheça a história de dois amantes de aventuras e viagens

  • 30 de out. de 2017
  • 6 min de leitura

Em um mundo cada vez mais interligado por tecnologias, parece aflorar entre jovens a vontade de explorar o mundo. Isso se deve pelo fato de que as pesquisas são facilitadas e é mais fácil descobrir novos destinos. Fazer um mochilão pela Europa, um intercâmbio nos Estados Unidos da América ou explorar a Austrália são opções de aventuras de que ouvimos falar muito. Mas além das pessoas que sonham em sair do Brasil para conhecer outros países, existem aquelas que investem bastante em conhecer o quintal de casa.

Segundo dados de 2016 do Ministério do Turismo, considerando apenas o cenário nacional, o aumento da procura por viagens foi de 20,3% entre turistas de até 35 anos, considerando o mesmo período do ano anterior.

Conheça a história de 2 viajantes

"Costumo dizer que viajar é combustível de esperança", conta Felipe Mattos.

Felipe Mattos, 31 anos, dormindo na praia para economizar estadia em Pucón - Chile.

O empresário e arquiteto é um amante das viagens. Na família, a paixão por viagens veio do avô, que contava muitas histórias relatando experiências próprias. Depois disso, seu irmão mais velho passou também a viajar bastante. "Aos poucos, assim que tive maior independência e confiança, comecei a fazer as minhas viagens e fui tomando gosto", relata Felipe.

"O espírito do viajante costuma ser mais livre", dizem os conhecedores do assunto. Para o arquiteto, "todas pessoas que um dia viajaram comigo contam que eu simplesmente me transformo quando estou viajando. É realmente um prazer para mim conhecer um lugar novo e pessoas novas. Aquele entusiasmo de olhar uma nova paisagem, de sentir o cheiro, de ouvir um sotaque. Pode parecer uma visão romântica, porque, com certeza, é".

Felipe não gosta muito de seguir um roteiro pronto para suas viagens. "Se possível, gosto de ir de carro. Gosto de descobrir lugares que estavam fora do roteiro. Receber uma dica de um local e conhecer um lugar. Ter meu tempo para simplesmente ver um pôr do sol na estrada e resolver parar o carro. Essa característica me fez ter uma certa desenvoltura para olhar mapas, guias e traçar a rota diária, tendo uma noção de quanto tempo vou demorar, prevendo se preciso abastecer, etc".

Uma de suas aventuras mais marcantes foi para a Patagônia, localizada em parte na Argentina e Chile. "Havia conversado sobre viagens com um amigo de trabalho e ele me mostrou uma foto de uma geleira que derretia formando uma cachoeira, algo realmente surreal. Fiquei com esse objetivo na cabeça, de conhecer esse lugar", diz Felipe.

Geleira Vestiqueiro Colgante, Parque Nacional do Queulat - Chile (Foto: Felipe Motta)

Encantado pela imagem da cachoeira, Felipe pegou seu pequeno jipe, deitou os bancos de trás, colocou barraca, roupa, comida e convidou uma amiga, que topou a aventura. "Partimos no fim de 2015, após o natal. Passei em cidades pequenas, cidades litorâneas, capitais como Santiago do Chile e Montevidéu. Vi vulcões, pinguins, lobos e leões marinhos, me hospedei em quartinhos, barracas e dormi na praia. Foi um mês de viagem", relata o empresário.

Pinguins em Camarones - Argentina (Foto: Felipe Mattos)

No momento que encontrou a cachoeira pela qual ele se aventurou, o tempo não era dos melhores, mas Felipe estava decidido a ver o que tinha ido atrás, ele conta: "Peguei uma chuva torrencial enquanto fazia uma trilha, cheguei no mirante que dava a vista para a geleira e o tempo estava nublado. Sentei, tranquilamente decidido que só saía quando o tempo abrisse. A chuva foi, as nuvens começaram a sair e tive a feliz sensação do quanto somos pequenos, assim como nossos problemas".

Medo: Tormenta elétrica

Felipe viveu uma situação, no minimo, assustadora na Patagônia. Durante um vendaval muito forte, ele dirigia por uma reserva ecológica quando pegou uma tormenta elétrica. "Era uma península na Argentina, onde baleias e lobos marinhos se reproduzem. O vento era tão forte que carro deslizava lateralmente na estrada de chão e os raios caiam ao lado do carro, com clarão e barulho de assustar. Naquele cenário selvagem, só pensava que estava em meio a um furacão e ia virar notícia."

Apesar do susto, Felipe continua com sua paixão por explorar novos lugares. "Eu tenho vontade de conhecer milhares de lugares, no Brasil e no Mundo... Impossível fazer uma lista, até porque escrevo e já lembro mais um nome. Meu trabalho, que é justamente receber pessoas em viagens na minha pousada em Ibitipoca, tem me deixado menos tempo para isso, mas assim que puder quero dar um pulo na Serra da Canastra".

Cachoeira de Tabuleiro, terceira maior do Brasil. Fonte: kartodromodebetim.com.br

#ViajanteRecomenda: "Indico o trajeto da Estrada Real. A gente às vezes fica valorizando lugares longes e inalcançáveis, mas temos aqui perto (da Zona da Mata Mineira) verdadeiros paraísos. Tabuleiro, distrito de Conceição do Mato Dentro, foi uma surpresa inacreditável. Visitei cachoeiras de mais de 100 metros, com acessos em fundo de quintal de casinhas de locais, incluindo a Cachoeira do Tabuleiro, que inclusive é a terceira maior do Brasil."

#SentidoDeSerViajante: "Às vezes a gente se prende muito em um lugar e isso se reflete nos nossos pensamentos, onde perdemos a habilidade de perceber novos caminhos. Costumo dizer que viajar é combustível de esperança. Pode tirar quantas selfies quiser e postar na rede social, mas não quer dizer que realmente você esteve no lugar. É muito mais que isso".

"O mundo é muito grande pra gente ficar em um lugar só". Lígia Gobbi

Lígia Gobbi, 21 anos, na praia de Gnejna Bay - Malta (Foto: Lígia Gobbi)

Assim como Felipe, Lígia Gobbi também ama se aventurar pelo mundo. Ela, que não sabe de onde veio essa paixão por viagens, sentiu a necessidade de viajar a partir dos 15 anos. "É como se fosse um ciclo vicioso: você entra nele e nem percebe. E ele nasceu, pelo menos em mim, da vontade de olhar com os próprios olhos as belezas desse mundo, da vontade de me libertar", conta a estudante.

Para ela que já viajou mais de 12 países e incontáveis cidades, fica difícil escolher apenas um para contar história. "Vou escolher um lugar no Brasil e outro fora, mas que fique claro que cada viagem foi especial de um jeito único e não sou capaz de escolher a melhor", declara.

A primeira viagem internacional sozinha

(Foto: Lígia Gobbi)

Em 2016, Lígia decidiu se aventurar em um intercâmbio em Malta, na Europa. "Eu tinha um inglês muito básico e tive que me virar - alugar casa, tirar visto, pedir comida, entre outras coisas. Isso me deu uma auto confiança que eu não tinha, porque eu vi que era capaz", diz.

Descrever uma viagem talvez não seja uma tarefa muito fácil. Para Lígia, por exemplo, o sentimento que fica é de carinho e saudade. "Eu descobri que viajar sozinha significa nunca estar só, sempre há novas pessoas ao seu redor, mas, principalmente, sempre há a sua própria companhia. É difícil descrever o que essa oportunidade representa para mim. Malta se tornou meu segundo lugar no mundo. Eu sinto os cheiros, os gostos, tenho vontade de reencontrar os amigos e de visitar todos aqueles lugares de águas cristalinas de novo", revela a viajante.

Ouça mais sobre Malta e outros destinos que Lígia visitou enquanto esteve na Europa

No Brasil, uma das viagens que mais marcou Lígia Gobbi foi para a Chapada da Diamantina, na Bahia, o que já levou a estudante a visitar duas o mesmo destino, durante dois anos consecutivos. Segundo ela, esse é o tipo de viagem para quem gosta de se conectar com o que há de simples e puro na vida: "A natureza vibra e a gente vibra com ela. Eu fiz trilhas, mergulhei em cachoeiras e vi paisagens de tirar o fôlego. Na segunda vez que fui, fiz uma trilha de 56km durante 3 dias. Eu lembro que na hora de voltar, eu chorava por achar que não aguentaria mais. Tava chovendo, a mata era fechada e eu sentia um cansaço surreal, mas eu tinha que ir. Era um trabalho de mente e superação constantes, e isso faz a gente crescer muito".

Lígia Gobbi já passou por mais de 12 países diferentes (Foto: Lígia Gobbi)

#ViajantePlaneja: "Eu estou sempre planejando novas viagens. Pretendo passar umas duas semanas em algum lugar do Brasil trocando trabalho por hospedagem. Além dessa, estou pensando em uma viagem para América do Sul ou Ásia no meio do próximo ano".

#SentidoDeSerViajante: "Alguém livre, que se joga no mundo pelo prazer da troca e da descoberta. Pra mim, um viajante tem alma aventureira e desapegada".

 
 
 

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