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Esporte aumenta expectativa de vida em dez anos

  • 31 de out. de 2017
  • 5 min de leitura

Idosos que praticam esportes provam que a idade não é barreira para a prática (Foto: Giovanna Lima)

Não é novidade para ninguém que o esporte pode trazer inúmeros benefícios para todos que praticam. Quando falamos de esporte na terceira idade, então, as vantagens são ainda maiores. Seja para quem pratica atividade física desde cedo ou para quem começou em uma idade mais avançada, a qualidade de vida aumenta perceptivelmente com o esporte. Quem é que não sonha em envelhecer com qualidade de vida e autoestima lá no alto?

A expectativa média de vida no Brasil, atualmente, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), é de 75 anos, 5 meses e 26 dias. São números que até assustam por tamanha exatidão. Porém, algumas pessoas não se deixam amedrontar com esse cálculo e querem saber de viver muito mais do que isso.

Pelo Estatuto do Idoso, quem atinge a marca dos 60 anos de idade é considerado idoso no Brasil. No entanto, a qualidade de vida cresce consideravelmente a cada dia e esse dado passou a ser questionável para alguns. Uma pesquisa do Ministério do Esporte do Brasil, de 2013, revelou que o principal motivo para a prática esportiva entre pessoas de 65 a 74 anos foi “qualidade de vida e bem-estar”. O segundo motivo pelo qual os idosos praticam uma modalidade esportiva, de acordo com o estudo, não é uma opção, mas, sim, por indicação médica.

A verdade é que os idosos estão cada vez mais ativos. Hoje em dia, com tantas possibilidades, eles têm um leque de atividades físicas que podem – e devem praticar. Afinal de contas, à medida que os anos passam, pode ocorrer perda muscular. Mas estudos avançados comprovam que, mesmo com uma idade mais avançada, é possível, sim, ganhar força e massa muscular com treinos físicos regulares.

Poder preventivo

Um dado curioso do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público (Iamspe) mostra que idosos que praticam exercícios físicos, regularmente, procuram menos atendimento médico do que os sedentários.

De acordo com o geriatra e cardiologista Márcio Borges, o esporte é capaz de aumentar a expectativa de vida em até dez anos. Exercita o coração, a musculatura e previne problemas de saúde, como a hipertensão, a obesidade e a fraqueza muscular. Márcio explica que não há uma regra geral sobre a limitação de esportes para idosos devido à heterogeneidade dessa classe. “Há pessoas que têm 70 anos, mas aparentam ter 80. E há quem tem 70, mas aparenta ter 40. Por isso, cada pessoa deve fazer uma avaliação médica e consultar qual esporte é o mais indicado, a fim de evitar futuros problemas na coluna vertebral ou fraturas”, acrescenta.

O geriatra revela ainda que quem pratica esporte tem uma tendência maior a não fumar e a ter uma alimentação balanceada. A prática de esportes, aliada a estes fatores, é capaz de aumentar a expectativa de vida: “Você pode chegar tranquilamente aos 80 anos, no caso dos homens. E até aos 90, no caso das mulheres. A gente fala que as mulheres são o sexo frágil, quando, na verdade, elas vivem muito mais do que nós, homens, por se cuidarem mais”, ele compara.

Verdadeiros campeões

O grupo de idosos do Sesc de Juiz de Fora, exemplo do aumento na expectativa de vida do brasileiro, se reúne frequentemente para a prática de diversas modalidades esportivas. Entre as aulas de boliche, vôlei, natação e lancebol, os idosos encontram nestas atividades uma forma de se distrair e, é claro, colocar a saúde em dia.

Aula de boliche agita grupo de idosos no Sesc (Foto: Giovanna Lima)

A professora do grupo, Paula Moreira, aponta que a socialização é um dos principais benefícios para os idosos que frequentam o local. “Alguns são muito sozinhos, então quando vêm para cá, eles conversam, se divertem e interagem com outras pessoas, além de terem todas as vantagens que o esporte proporciona”, esclarece.

Para incentivar ainda mais o grupo, o Sesc realiza no fim de todo ano, em meados de novembro, a Copa Master Sesc, um campeonato de atividades adaptadas para a terceira idade como boliche, buraco, vôlei, lancebol, natação, sinuca, ping pong e peteca. Os vencedores de cada categoria ganham prêmios, mas o maior objetivo da copa, como ressalta a instrutora Paula, não é premiar os participantes, mas, sim, incentivar e mostrar a eles a importância que o esporte em em suas vidas.

Se liga!

Confira os horários dos esportes adaptados no SESC-JF!

Pelas ruas de Juiz de Fora

O aposentado Raimundo Boscaro, 74, é um amante da corrida e já chegou a competir meia maratona, que corresponde a vinte e um quilômetros completos. Ele começou a participar das corridas de rua há trinta anos e hoje alia o esporte à musculação e ao spinning na academia que frequenta, de segunda a sexta-feira. Raimundo garante que, está muito bem fisicamente: “Melhorou meu condicionamento físico. Os exames médicos estão sempre no gabarito e tenho uma qualidade de vida muito melhor”, ele expressa.

Raimundo não sente a idade que tem. Reforça que pratica as atividades físicas do melhor jeito possível, sempre respeitando o limite do seu corpo. “Eu acho que, mesmo com a minha idade, eu estou muito bem no que eu faço! Faço spinning, musculação, praticamente todos os exercícios da academia, além de correr”. Ele brinca, fazendo um alerta aos mais jovens: “Se você ainda não pratica, é bom começar a praticar, viu?!”.

Raimundo pratica corridas regularmente (Foto: Giovanna Lima)

Hábito que deve começar cedo

O cardiologista Márcio Borges alerta que a prática de um esporte deve sempre seguir uma orientação médica. Mas na terceira idade o cuidado deve ser ainda maior. A modalidade que um idoso deseja praticar pode condizer ou não com sua disponibilidade física, e somente um médico, juntamente com um orientador físico, é que vão poder dar o aval para que o idoso comece seus exercícios.

O esporte, sobretudo, não é uma atividade para se começar da noite para o dia. Existem recomendações para cada tipo de esporte, e cada modalidade requer uma preparação adequada. Por isso, um idoso que nunca praticou qualquer tipo de esporte, mas que deseja virar adepto, deve ter atenção redobrada.

Raimundo, por exemplo, começou a praticar corrida de rua há mais de trinta anos, período em que se dedicou a aperfeiçoar e conquistar avanços. Ele conta que não começou já correndo nas maratonas: foi um processo. No início, ele dava caminhadas na rua, aumentando sempre a distância. Quando percebeu que já estava pronto para avançar mais um pouco, começou a correr, até que se inscreveu para pequenas corridas de rua (que vão de 5 a 10 quilômetros). Só depois de um tempo, quando o seu corpo já estava acostumado ao ritmo da corrida, é que ele decidiu encarar as maratonas.

Nadadora desde sempre

Outra inspiração é a aposentada Therezinha Leite Haddad, que tem 91 anos e muita história para contar, afinal, pratica natação desde os 9. Ela exibe com orgulho e admiração as dezessete medalhas que conseguiu guardar. Isso, porque as outras foram distribuídas entre os filhos e os netos. Nem lembra quantas foram conquistadas no total.

Ela é tão apaixonada pela natação que, quando se casou e mudou para a antiga fazenda em que morava, seu marido construiu uma extensa piscina para que ela praticasse a atividade todos os dias. E ela o fez. Therezinha seguiu fiel ao seu esporte preferido. Nunca praticou outra atividade e, até hoje, vai para a piscina logo cedo.

  • QUER CONHECER MAIS A THEREZINHA HADDAD?

Assista a este vídeo exclusivo!


 
 
 

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